A geopolítica do desenvolvimento e a produção do espaço geográfico: o Novo Banco de Desenvolvimento e o papel do Estado para o Sul Global

Resumo

Este artigo analisa o papel do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) na reconfiguração do arranjo geopolítico de financiamento ao desenvolvimento. Fundamenta-se na categoria de formação socioespacial (Santos, 1977), articulada à concepção de Estado como uma arena relacional (Poulantzas, 1980; Jessop, 2014) e à noção de Estado empreendedor (Mazzucato e Macfarlane, 2023). Metodologicamente, adota uma abordagem qualitativa, com análise bibliográfica e documental de relatórios, projetos e parcerias do NDB no período de 2016 a 2025. Os resultados indicam que o banco atua por meio de uma inserção gradual e não antagônica à arquitetura financeira internacional, baseada em parcerias multiescalares com instituições públicas e privadas. Destaca-se o foco em infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos países do Sul Global, além da utilização de moedas locais. Conclui-se que o NDB expressa uma reorganização da relação entre Estado, capital e território, reforçando a centralidade estatal para o planejamento e mediação das contradições do sistema capitalista.

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Publicado
2026-10-17
Como Citar
PASCHOAL DE SENNA, Diego. A geopolítica do desenvolvimento e a produção do espaço geográfico: o Novo Banco de Desenvolvimento e o papel do Estado para o Sul Global. , [S.l.], v. 1, n. 29, out. 2026. ISSN 2317-8825. Disponível em: <https://www.revistacontinentes.revistacontinentes.com.br/index.php/continentes/article/view/831>. Acesso em: 20 out. 2026. doi: https://doi.org/10.51308/continentes.v1i29.831.
Seção
Parte I: Desenvolvimento socioespacial chinês